SOCIEDADE ESPÍRITA DE RECUPERAÇÃO, TRABALHO E EDUCAÇÃO - SERTE.

 

Florianópolis - SC

 

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010.


RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 

 

Ilmos. Srs.

Presidente e Conselheiros da

SOCIEDADE ESPÍRITA DE RECUPERAÇÃO, TRABALHO E EDUCAÇÃO - SERTE.

Florianópolis - SC

 

 

Examinamos as demonstrações contábeis da SOCIEDADE ESPÍRITA DE RECUPERAÇÃO, TRABALHO E EDUCAÇÃO - SERTE, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e a respectiva demonstração do superávit/déficit, das mutações do patrimônio social, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, correspondentes ao exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

 

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis

 

A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

 

Responsabilidade dos auditores independentes

 

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.

 

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

 

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

 

Base para opinião com ressalva

 

Os valores do ativo “Imobilizado” mantém-se registrados pelos custos históricos, ajustados por depreciações acumuladas, calculadas às taxas estabelecidas em função do tempo de sua vida útil fixadas por espécie de bens. Para o encerramento do exercício não foram aplicados os testes de recuperabilidade desses ativos, bem como avaliados ao valor de mercado, conforme orientações do Comunicado Técnico CPC 01 e da Interpretação Técnica ICPC 10, respectivamente. Diante disso, estima-se que tais valores estejam subavaliados.

 

Opinião com ressalva

 

Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos no parágrafo Base para opinião com ressalva, as demonstrações contábeis acima referidas, lidas em conjunto com suas notas explicativas, apresentam adequadamente em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da SOCIEDADE ESPÍRITA DE RECUPERAÇÃO, TRABALHO E EDUCAÇÃO - SERTE, em 31 de dezembro de 2010, o superávit/déficit de suas operações, das mutações do patrimônio social, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

 

Outros Assuntos

 

Aos 30/03/2011 o Ministério Público Federal, encaminhou ofício a SERTE, solicitando a documentação referente às prestações de contas dos programas do Governo Federal, administrados pela entidade no período de agosto/2003 a agosto/2008. Em resposta, datada de 05/04/2011, a SERTE informou que a documentação existente fora entregue ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado em 15/05/2008, por solicitação dos mesmos. Mencionou ainda que o referido programa era administrado pelo Centro de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos Humanos - CPPDH e que este deveria ser convocado a esclarecer os referidos assuntos. Estes programas resultaram em algumas ações trabalhistas, contra a SERTE, a qual vem arcando com as despesas, bem como buscando junto aos órgãos federais responsáveis, o ressarcimento desses valores.

 

 

Criciúma, 14 de março de 2011.

 

 

MÜLLER AUDITORES INDEPENDENTES S/S - CRICIÚMA

CRC/SC-006351/O

 

 

 

José Henrique Eyng

 

 

CONTADOR CRC-SC Nº 17.329/O-8

 

 

CNAI/ CVM Nº 638

 

 

 

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SOCIEDADE ESPÍRITA DE TRABALHO, RECUPERAÇÃO E EDUCAÇÃO - SERTE

 

Florianópolis - SC

 

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE

31 DE DEZEMBRO DE 2010

 

 

NOTA 01  CONTEXTO OPERACIONAL

 

A SOCIEDADE ESPÍRITA DE RECUPERAÇÃO, TRABALHO E EDUCAÇÃO- SERTE, fundada em 26 de dezembro de 1956 é uma Entidade Filantrópica reconhecida pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, através do Certificado de Entidades de Fins Filantrópicos e declarada de utilidade pública Municipal, Estadual e Federal, que tem por finalidade as atividades religiosas, filantrópicas e educacionais, bem como projetos assistenciais de recuperação física, psíquica e espirituais.

 

 

NOTA 02  APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

 

As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e normas da Comissão de Valores Mobiliários, observando as diretrizes contábeis emanadas da legislação societária (Lei nº 6.404/76) que incluem os novos dispositivos introduzidos, pela Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007 e Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Tais dispositivos tiveram como principal objetivo atualizar a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade que são emitidas pelo “Internacional Accouting Standard Board – IASB”. Dentre as alterações trazidas que se aplicam à entidade, apresenta-se a seguir aquelas já efetuadas:

 

a)       BALANÇO PATRIMONIAL

 

Segue a classificação da Lei nº 6.404/76, com alterações produzidas pelas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, onde o Ativo e Passivo dividem-se em “Circulante” e “Não Circulante”. No Ativo Não Circulante foi criado o grupo de bens “Intangíveis”, para os quais foram transferidos os bens incorpóreos que se enquadraram nessa classificação.

 

b)       DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - DFC

 

Introduzida pela Lei nº 11.638/07, a qual veio substituir a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR. Tal demonstração vem divulgar os fluxos de caixa dividindo-o nas seguintes categorias:

 

- Fluxo de caixa da atividade operacional;

- Fluxo de caixa da atividade de investimentos;

- Fluxo de caixa da atividade de financiamentos;

- Caixa e equivalentes de caixa.

 

 

 

 

c)       DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA

 

Introduzida pela Lei nº 11.638/07 e Resolução CFC nº 1.138/08 para compor o conjunto das demonstrações contábeis a partir do exercício de 2008.

 

d)       DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO - DRA

 

Essa demonstração apresenta as receitas, despesas e outras mutações que afetam o patrimônio social, mas que não são reconhecidas (ou não foram reconhecidas ainda) na Demonstração do Superávit/ Déficit do Exercício, conforme determinam Pronunciamentos, Interpretações e Orientações que regulam a atividade contábil. Tais receitas e despesas são identificadas como “outros resultados abrangentes”, de acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. Pelo fato de não existirem transações que se enquadrem como resultado abrangente, essa demonstração não foi divulgada.

 

e)       RESULTADO NÃO OPERACIONAL

 

Extinto pela Lei nº 11.941/09, não havendo segregação dos resultados em operacionais e não operacionais. Assim, no âmbito do processo de convergência com as normas internacionais (leitura sistemática das normas e orientações), a instituição apresenta as "Outras receitas/despesas" no grupo operacional.

 

 

NOTA 03  PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS

 

Dentre os principais procedimentos adotados para a elaboração das demonstrações contábeis, destacam-se:

 

a)  CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

 

Compostos por valores em espécie e depósitos bancários, disponíveis.

 

b) APLICAÇÕES DE LIQUIDEZ IMEDIATA

 

Estão demonstradas pelo custo de aplicação, acrescidas dos rendimentos correspondentes, apropriados até a data do balanço.

 

c)  CONTAS A RECEBER

 

Valores a receber da Prefeitura Municipal de Florianópolis, referentes a convênios firmados no decorrer do exercício.

 

d) IMOBILIZADO

 

Estão demonstrados pelo custo de aquisição, acrescidos de correção monetária até 31/dez./95, ajustados por reavaliação espontânea e por depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear às taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil, conforme demonstramos:

 

 

 

 

Imobilizado

Taxa Anual

2010

2009

Bens

Depreciação

Bens

Depreciação

Biblioteca

-

1.268,73

-

1.268,73

-

Imobilização em andamento

-

368.581,11

-

368.581,11

-

Imóveis

4%

380.020,83

(32.887,12)

380.020,83

(31.568,44)

Máquinas e equipamentos

10%

106.496,22

(24.268,21)

105.107,22

(22.029,75)

Móveis e utensílios

10%

648.267,15

(203.481,80)

645.736,94

(199.633,66)

Computadores e periféricos

20%

35.107,59

(13.036,14)

33.297,69

(5.238,89)

Veículos

20%

135.011,31

(38.044,14)

105.711,31

(27.102,06)

Soma

 

1.674.752,94

(311.717,41)

1.639.723,83

(285.572,80)

Intangível

Taxa Anual

2010

2009

Bens

Depreciação

Bens

Depreciação

Linhas telefônicas

-

3.651,03

 

3.651,03

 

Soma

 

3.651,03

-

3.651,03

-

 

Movimentação do Ativo Imobilizado – Exercício de 2010

Imobilizado

Saldo em 31/dez./2009

Aquisições

Baixas

Saldo em 31/dez./2010

Biblioteca

1.268,73

-

-

1.268,73

Imobilização em andamento

368.581,11

 

 

368.581,11

Imóveis

380.020,83

-

-

380.020,83

Máquinas e equipamentos

105.107,22

1.389,00

 

106.496,22

Móveis e utensílios

645.736,94

2.531,21

(1,00)

648.267,15

Computadores e periféricos

33.297,69

1.809,90

 

35.107,59

Veículos

105.711,31

29.300,00

 

135.011,31

Soma

1.639.723,83

35.030,11

(1,00)

1.674.752,94

Depreciação Acumulada

Saldo em 31/dez./2009

Aquisições

Baixas

Saldo em 31/dez./2010

Imóveis

(31.568,44)

(1.318,68)

-

(32.887,12)

Máquinas e equipamentos

(22.029,75)

(2.238,46)

-

(24.268,21)

Móveis e utensílios

(199.633,66)

(3.848,14)

-

(203.481,80)

Computadores e periféricos

(5.238,89)

(7.797,25)

-

(13.036,14)

Veículos

(27.102,06)

(10.942,08)

-

(38.044,14)

Soma

(285.572,80)

(26.144,61)

0,00

(311.717,41)

 

 

e)  DEMAIS ATIVOS E PASSIVOS CIRCULANTES E NÃO CIRCULANTES

 

Demonstrados por valores de realização/ obrigação, conhecidos ou calculáveis, incluindo quando aplicáveis os rendimentos auferidos, os encargos e as variações monetárias incorridos até a data do balanço.

 

f)  APURAÇÃO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT

 

O superávit/déficit é apurado pelo regime de competência de exercícios para a apropriação de receitas, custos e ou despesas correspondentes.

 

Os recursos da entidade foram aplicados em suas finalidades institucionais, de conformidade com seu Estatuto Social, demonstrados pelas suas Despesas e Investimentos Patrimoniais.

 

 

 

NOTA 04  DOAÇÕES RECEBIDAS

 

Os valores recebidos referente doações foram os seguintes:

 

Descrição

2010

2009

Pessoas físicas

1.358.220,61

1.378.107,65

Pessoas jurídicas

1.306,02

13.876,85

Soma

1.359.526,63

1.391.984,50

 

 

NOTA 05  AUXÍLIOS E SUBVENÇÕES

 

A entidade recebeu nos exercícios de 2010 e 2009 os seguintes auxílios e subvenções:

 

Descrição

2010

2009

Convênios Municipais

1.043.623,32

714.515,89

Soma

1.043.623,32

714.515,89

 

 

NOTA 06  GRATUIDADES CONCEDIDAS

 

Em acolhimento ao que determina o artigo 18 da Lei nº 12.201 de novembro de 2009, a instituição aplicou em gratuidades no exercício de 2010 o seguinte montante:

 

Descrição

2010

2009

Receitas auferidas

2.974.773,37

2.534.672,24

Gratuidades concedidas

2.627.484,48

2.522.239,22

% Aplicado em gratuidades

88,33%

99,51%

 

Cabe mencionar que não foram concedidas gratuidades na área da saúde.

 

 

NOTA 07  ISENÇÕES USUFRUIDAS

 

No exercício de 2010, a instituição usufruiu dos seguintes valores de isenções:

 

Descrição

2010

2009

Isenção do INSS - Cota Patronal

334.429,22

380.582,22

Contribuição p/ o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)

89.243,20

76.040,17

Contribuição Social s/ o Lucro Líquido (CSLL)

3.828,62

0,00

Soma

427.501,04

456.622,39

 

 

NOTA 08  CONTINGÊNCIAS

 

Constam em andamento 03 ações trabalhistas, movidas contra a instituição.

 

De acordo com as informações individuais dos respectivos processos, divulgadas pela assessoria jurídica, torna-se difícil mensurar os valores das possíveis contingências em função do estágio em que se encontram. Por tal motivo, tais contingências não foram registradas contabilmente.

 

NOTA 09  PATRIMÔNIO SOCIAL

 

O Patrimônio Social no valor de R$ 1.212.693,26 (um milhão, duzentos e doze mil, seiscentos e noventa e três reais e vinte e seis centavos) é o resultado do fundo institucional somado a ajustes de exercícios anteriores, déficit acumulado e superávit do exercício de 2010.

 

 

NOTA 10  AJUSTE DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

 

Foram procedidos ajustes no Patrimônio Social da Instituição no montante de R$ 43.338,42 (quarenta e três mil, trezentos e trinta e oito reais e quarenta e dois centavos), referentes a diferenças na apropriação de seguros sobre os bens, reconhecimentos de encargos financeiros sobre empréstimos, despesas bancárias, valores a receber reconhecidos como perdas e valores de convênios pendentes de recebimentos.

 

 

NOTA 11  SEGUROS

 

A entidade mantém contratados seguros sobre seus bens móveis, por valores julgados suficientes para cobertura de eventuais sinistros.